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Estrada para Damasco

Um blogue sobre comunicação clara de ciência

Um caule que é uma folha e uma folha que é um espinho

24.11.19 | Cristina Nobre Soares

 

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Se há coisa que me faz lembrar o Natal da minha infância são jarras ornamentadas com gilbardeira (Ruscus aculeatus). E penso que não seja só a mim que isto acontece, pois, à conta das suas bagas vermelhas e das suas folhas que terminam em espinho, tornou-se numa espécie de “azevinho dos pobres”.

O engraçado é que as tais folhas que acabam em espinho não são folhas mas sim um tipo especial de caules, os cladódios. Estes são achatados (daí parecerem uma folha), fazem a fotossíntese e tudo e resultam de um processo de evolução para garantir que a planta não perca água preciosa para a sua sobrevivência. As folhas, nesta plantas, são o "espinho" na ponta (ápice) do cladódio.

Da próxima vez que comprarem gilbardeira na praça ou na florista reparem que as bagas vermelhas “saem” diretamente da tal  “folha”. Ou seja, do caule. Mas, seja do caule ou folha, não deixa de ser um planta bem bonita e que, quanto a mim,  em nada fica atrás da beleza do azevinho.

  

imagem: icnf

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